quarta-feira, 2 de março de 2016

Justiça francesa condena Maluf a três anos de prisão por lavagem de dinheiro

POR MATEUS COUTINHO
02/03/2016, 10h53
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Deputado teria enviado para o exterior dinheiro fruto de corrupção no período em que era prefeito de São Paulo; justiça do país europeu determinou ainda o confisco de 1,8 milhão de euros dele e de sua família
Maluf. Foto: Dida Sampaio/Estadão
Maluf. Foto: Dida Sampaio/Estadão
A Justiça francesa condenou o deputado federal e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PP-SP), a três anos de prisão por lavagem de dinheiro de 1996 a 2005. A sentença do final do ano passado determinou ainda o confisco de 1.844.623,33 euros em contas do deputado, de sua mulher Sylvia Lutfalla Maluf e seu filho Flávio Maluf. Além disso, os três deverão pagar multas que somam 500 mil euros.
A mulher e o filho do deputado também foram condenados por lavagem.
Segundo a Justiça francesa, os três condenados agiram em associação para ocultar a origem e a natureza dos recursos que seriam fruto de corrupção e desvio de dinheiro no Brasil na época em que Maluf era prefeito de São Paulo. O parlamentar e seus familiares segundo a justiça francesa, são acusados de enviar o dinheiro dos crimes para empresas offshore e contas em bancos no exterior.
Maluf é suspeito de irregularidades por conta de um depósito feito de US$ 1,7 milhão em uma agência do Crédit Agricole, da França. Em 2003, ele chegou a ser convocado pela Justiça em Paris para prestar esclarecimentos por conta do dinheiro.
A suspeita é de que o dinheiro poderia ter sido fruto de desvios em obras viárias de São Paulo quando Maluf foi prefeito, nos anos 90. Na sentença, a justiça do país europeu aponta que os recursos mantidos pelo parlamentar e seus familiares no exterior são decorrentes de crimes de corrupção e peculato (desvio de dinheiro) no Brasil, mas não detalha quais seriam estes crimes.
A acusação contra os três teve o apoio de provas compartilhadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, a partir das investigações contra Maluf no Brasil. A Procuradoria-Geral da República foi informada no mês passado sobre a condenação, está acompanhando o caso, que ainda cabe recurso, e já solicitou às autoridades francesas a transferência do processo para o Brasil.
Mesmo condenado no exterior, Maluf não pode ser extraditado. Segundo o secretário de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República, Vladimir Aras, “a condenação em Paris ainda está sujeita a recurso na Corte de Apelação de Paris.” Porém, segundo Aras, “em caso de condenação definitiva no exterior, o Parquet francês não poderá pedir ao Brasil a homologação da sentença criminal condenatória para execução da pena em nossa jurisdição, uma vez que, diferentemente de outros países, o artigo 9º do CP, reformado em 1984, não admite essa medida.”
STF. No Supremo Tribunal Federal (STF), o Maluf já é alvo de duas ações da Procuradoria-Geral da República  nas quais é acusado dos crimes de quadrilha, corrupção passiva, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. As ações estão em segredo de justiça
A reportagem tentou contato por telefone com Maluf, mas ele desligou ao ser informado que se tratava de um repórter do Estado. A defesa do parlamentar e de seus familiares já recorreu da decisão na justiça francesa

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Homens não podem recusar pedidos de casamento no dia 29 de fevereiro na Irlanda !


Acredite se quiser…
Pois é, essa foi a  notícia que saiu hoje em um jornal.
” Na Irlanda: em anos bissextos, mulheres têm o direito de escolher no dia 29 de fevereiro com quem vão se casar ! “
O relato diz que esse costume já virou uma tradição!   É inadmissível dizer NÃO !
Pasmem, os homens não podem negar ao pedido de casamento, caso isso aconteça eles deverão pagar uma “multa de respeito” .
Tudo começou no século 13, baseada na lenda de que Santa Brígida teria se queixado a São Patrício sobre a angústia de muitas donzelas, que ficavam esperando eternamente pelo sonhado pedido de casamento que nunca vinha. Pra resolver o problema o  então  padroeiro da Irlanda teria determinado que todo dia 29 de fevereiro o costume seria invertido, e as ‘donzelas’ iriam à caça dos “felizardos” acabando assim com  a espera de muitas apaixonadas (encalhadas).
Será que tem Brasileiras na Irlanda, “aproveitando” as férias, este mês ?
Afinal, esperar o próximo ano bissexto não vai ser nada fácil…
Porquê o próximo “dia extra” , só em 2020 !!!

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Morador de rua 'reencarna' Renato Russo e surpreende todos com sua voz!

A história da deputada filha de ex-escrava que inspira ativistas negras no Brasil.

Antonieta de Barros foi a primeira parlamentar negra brasileira, eleita em 1934
Uma catarinense filha de uma escrava liberta começa aos poucos a ser "redescoberta" nacionalmente como ícone do movimento de mulheres negras. Antonieta de Barros foi a primeira parlamentar negra brasileira, eleita em 1934.

Educadora, jornalista e política, Antonieta junta em sua trajetória, na primeira metade do século 20, três bandeiras caras ao Brasil do século 21: educação para todos, valorização da cultura negra e emancipação feminina.

A história de Antonieta inspira movimentos negros e de mulheres em Santa Catarina, onde nasceu, mas aos poucos chega a outros cantos do país.

O documentário Antonieta, da cineasta paulista Flávia Person, lançado no fim de 2015 em Florianópolis, tem previstas várias exibições em março, quando se comemora o mês da mulher. E leva o nome de Antonieta de Barros o prêmio nacional para jovens comunicadores negros criado pela Secretaria da Igualdade Racial do governo federal.
Sua mãe, escrava liberta, trabalhou como doméstica na casa do político Vidal Ramos, pai de Nereu Ramos, que viria a ser vice-presidente do Senado e chegou a assumir por dois meses a Presidência da República.


Antonieta (3ª pessoa sentada, da esq. para a dir.) com os colegas deputados na posse, em 1935. Nascida em 11 de julho de 1901, Antonieta foi a primeira mulher a integrar a Assembleia Legislativa de Santa Catarina e é reconhecida como a primeira negra brasileira a assumir um mandato popular.
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Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo decide deixar o cargo.


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deve deixar a pasta nesta semana. De acordo com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, pessoas da equipe da presidente Dilma Rousseff dizem que Cardozo já tomou a decisão. O ministro e Dilma já teriam até mesmo conversado sobre a eventual demissão.
Se consolidada, a saída do titular da Justiça ocorrerá em um momento bastante delicado do governo Dilma, cada vez mais isolada no governo, em meio a denúncias que envolvem sua campanha eleitoral. Cardozo deixa o cargo em uma semana conturbada, em que podem ocorrer novas delações na Lava Jato.
Pessoas próximas ao ministro dizem que ele tem sofrido pressão por parte do PT, partidos da base do governo, e de representantes de setores empresariais. Ele estaria sofrendo críticas "tanto da direita, quanto da esquerda", dizem. À Folha, um interlocutor disse que Cardozo concluiu que estaria ajudando mais o governo saindo do cargo.
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